The Sandman: The Dream Hunters
Por:
Fane Maria Pamplona
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10:51
1 comentário
Ohayou!
Hoje resolvi compartilhar com vocês The Sandman: The Dream Hunters, um livro com ilustrações que comprei e li recentemente, publicado pela editora Panini e Vertigo, de capa dura e que possui 128 páginas. Roteirizado por Neil Gaiman e ilustrado por Yoshitaka Amano.
"O mundo era diferente no antigo Japão. No passado, criaturas mitológicas e lendas andavam sobre a terra, nadavam pelo mar e cruzavam o ar. Alguns seres eram gentis, outros cruéis. Alguns eram selvagens e outros, a muito custo, podiam ser domesticados. E então uma astuta raposa apostou que faria um humilde jovem monge perder a guarda de seu templo - mas acabou perdendo o próprio coração. E então um mestre demoníaco cobiçou a força daquele monge e decidiu roubar para si a vontade férrea que ele tinha em seu interior - a qualquer custo. E então o Rei dos Sonhos viu-se intervindo em favor de um amor que nunca deveria ter acontecido."
Não se preocupem que não darei spoilers!
Neil Gaiman inspirou-se em uma antiga lenda japonesa perdida para desenvolver esta obra, e a adaptou para o universo HQ de sua já famosa obra "Sandman". Há outras versões desta mesma obra de Gaiman, como a versão em quadrinho adaptada pelo artista P. Craig Russell, já esta, foi por nada mais nada menos que o famoso Yoshitaka Amano - não desmerecendo o trabalho e talendo de Russel -.
Versão adaptada por P. Craig Russell.
Gaiman fugiu do seu convencinal de obras em quadrinho e fechou parceria com Amano - famosíssimo por suas ilustrações do game Final Fantasy e personagens que viraram ícones em sua época, como Gatchaman ou G-Force assim conhecido nos EUA -, e reescreveu a história em forma de prova, à pedido do artista, tornando-a digna de suas obras de arte. Com seu belíssimo toque pessoal de influências da antiga arte oriental, o que era pra ser uma simples história de um humilde monge e uma astuta raposa nipônica, é enriquecida de forma poética, trágica e romântica, unindo os talentos do oriente e ocidente.
Versão adaptada por Yoshitaka Amano. A raposa e o guaxinim fazendo uma aposta.
A leitura em si é muito rápida, mas não somente ela tem importância, o livro possui mais de 70 ilustrações e todas te prendem o olhar, o que faz dela mais lenta. O talento de Amano nos absorve em cada cor, traçado, curva ou rabisco em seus desenhos, e possui capacidade de mudar um clima à outro completamente diferentes em cada página que você folheia, ora você se depara com uma obra delicada, de traços quase que imperceptíveis e de cores calmas, e logo após ele te surpreende com rabiscos grossos, feios e escuros, mas descrevendo perfeitamente o ambiente e principalmente a atmosfera do local que Gaiman escreve em seus parágrafos.
O monge observa uma jovem estirada no chão em meio à chuva, tão ensopada que suas vestes grudavam-se em seu corpo.
O monge é visitado em seu templo por cinco homens enviados pelo imperador, muito bem trajados e montados à cavalo.
Como na imagem logo acima, e em todas as outras no livro, o monge é muito bem retratado como um ser de indestrutível pureza, usando suas simples vestes brancas, sem qualquer tipo de adereços, careca e de pele tão branca quanto sua toga. Ele se vê sempre em situações e ambientes de atmosferas malignas ou na presença de seres monstruosos, mas nunca perdendo o brilho de sua aura e nem sendo envolvido por qualquer tipo de sombra que venha com a intenção de corromper a sua devoção.
A raposa jogando ao mar, como uma oferenda, o seu bem mais precioso, o que dera paz e serenidade à seu lar.
Bom, espero que tenham gostado e que achem o livro tão bom quanto eu achei, eu recomendo! Dê sua opinião se gostaram ou não, se já haviam lido ou nunca ouviram falar. Deixe seu comentário!
Mata ne, bai bai!










Nossa Fane, você escreve super bem! Parabéns, msm!
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